terça-feira, 20 de agosto de 2013



"Doeu. Meu Deus, como doeu ter visto aquilo. Por dentro eu estava muito mal, completamente destruída e frágil. Por fora estava uma armadura, forte e inquebrável. Engoli a seco, estalei e aquele nó continuo lá , entalado. Quis gritar , mas sorri. Fiquei com aquilo preso dentro de mim o dia inteiro , aquele nó sufocava-me a casa minuto, a vontade de desaparecer aumentava e era devastadora. Mas à noite, fiquei ali, deitada na minha cama, e mesmo e mesmo a tentar dormir e não me lembrar mais daquilo , aquilo ficou a sufocar a minha mente, inevitável , veio uma lágrima , duas, três....
Fiquei quieta , a chorar baixinho até vir o sono e no dia seguinte acordei com um sorriso no rosto e percebi que mesmo a passar a madrugada inteira a chorar, aquele nó na garganta , aquele grito abafado e aquela vontade de desaparecer , na verdade , aumentaram cada vez mais."

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